Marília, SP, 08 (AE) - O vigia noturno Manoel Messias Alves Martins, suspeito de ser o incendiário que desde janeiro vem destruindo veículos em Marília (SP), admitiu, durante interrogatório policial, que fez diversos telefonemas anônimos para moradores da cidade, ameaçando colocar fogo em seus veículos, com o objetivo de deixá-los assustados, para conseguir emprego como segurança. A informação foi dada hoje pelo delegado Cleber Pinha Alonso, assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
De acordo com o policial, Messias, que foi preso quando dava um telefonema anônimo para o plantão policial dizendo ser o incendiário, continua a negar a autoria dos atentados praticados contra 49 veículos na cidade. Hoje, o juiz Décio Divanair Macedo
prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária do vigia. Incêndio - Na madrugada de hoje, a polícia registrou mais uma tentativa de incêndio de um carro em Marília. Segundo o policial
porém, este caso nada tem a ver com os demais registrados na cidade. Usando um coquetel molotov, desconhecidos tentaram incendiar um automóvel estacionado na garagem de uma residência, mas o fogo não atingiu o veículo.
O delegado Cleber Alonso preferiu não incluir este caso como sendo de autoria do incendiário, uma vez que na quase totalidade dos carros incendiados anteriormente, o maníaco despejava fogo na parte da frente dos veículos e em seguida ateava fogo. Segundo o policial, a tentativa de hoje foi isolada e provavelmente executada por imitadores do incendiário.

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