A partir de hoje, as máquinas de videoloteria on-line das casas de bingos de todo o Paraná deixarão de funcionar. Os terminais ficarão desligados até que o Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar), responsável pela fiscalização deste tipo de jogo, faça a contratação de nova empresa para fornecer os equipamentos.
A decisão foi anunciada ontem pelo secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, em reunião com três dos revendedores dos terminais e donos de bingos de Curitiba. O encontro aconteceu após tentativa de prorrogar por dois meses o contrato com a empresa Gtech, de São Paulo, que até ontem mantinha contrato com o Serlopar. O contrato passou a vigorar no dia 30 de junho de 1997.
A fornecedora dos terminais de videoloteria, por meio de ofício à direção do Serlopar, disse que concordaria com a prorrogação desde que o governo retirasse o processo administrativo contra a empresa. A Gtech, explicou Campêlo, responde a processo por não cumprir alguns itens do contrato como de colocar o centro de processamento de dados (CPD), na sede do Serlopar em Curitiba, e instalar até o segundo ano do contrato mil terminais de videoloteria. Hoje, existem no Paraná 420 máquinas.
O Serlopar arrecada R$ 750 mil mensais com as máquinas de videoloteria, dos quais R$ 650 mil são repassados à Secretaria de Estado da Criança e Assuntos da Família. Os revendedores (12 no Paraná) arrecadam, juntos, R$ 850 mil por mês.
Os representantes dos revendedores de Curitiba afirmaram, inicialmente, que os bingos não ‘‘vão suportar’’ ficar 60 dias com as máquinas desligadas. Alceu Cordeiro Júnior, do Bingo Village Batel declarou que, ‘‘a exemplo da Caixa Econômica Federal, o Serlopar acabará inviabilizando o funcionamento dos bingos’’. Mas, no final da reunião, acabaram concordando em esperar a licitação.
Segundo Campêlo, o edital de licitação para contratação da nova fornecedora deve ser publicado no próximo dia 7 e a abertura está prevista para o dia 25 deste mês. (A.L.)

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