Vídeo sobre obesidade será mostrado a alunos da rede pública
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 08 (AE) - Em março o Ministério da Saúde começa a veicular, pela TV Escola, um vídeo educativo sobre os males do excesso de gordura e como evitar a obesidade. A intenção é atingir mais de 27 milhões de jovens do 1º e do 2º graus da rede pública de ensino, pois a obesidade está virando um problema sério de saúde pública no Brasil.
De acordo com a última pesquisa do ministério, 12,2% das mulheres brasileiras adultas e 7% dos homens são obesos. É considerada obesa a pessoa que obtém um resultado acima de 40 ao analisar o Índice de Massa Corporal (peso dividido pela altura ao quadrado). O Sistema Único de Saúde gasta, anualmente, mais de R$ 1,4 bilhão com problemas de coração e diabetes,doenças associadas à gordura.
De acordo com estimativas do ministério, três em cada 10 pessoas obesas podem ter problemas cardíacos e quase a metade ter diabetes. "Estima-se que, prevenindo a obesidade, reduziríamos em 30% os riscos de desenvolvimento de doenças coronárias", disse o coordenador de Doenças Crônico-Degenerativas do ministério, Romero Bezerra.
Pacote - O ministério estuda um pacote antiobesidade. Além do vídeo para os jovens em idade escolar, o projeto inclui proposta de campanha institucional em televisões, rádios, jornais e mesmo em supermercados, alertando para o risco da gordura exagerada. O governo quer que as indústrias coloquem no rótulo dos produtos alimentícios o valor calórico para garantir ao consumidor informações sobre o que está ingerindo.
As estratégias serão discutidas logo depois do carnaval, quando o Núcleo de Nutrição da Universidade de São Paulo conclui um estudo sobre os mecanismos usados no controle da obesidade no mundo e os já adotados no Brasil. "Nosso objetivo é fazer com que a população fique alerta para a necessidade de uma alimentação equilibrada e exercícios", explicou a técnica Denise Coutinho.
O pacote antiobesidade será discutido com as universidades, cientistas e indútrias. Além disso, terá de ser feito um trabalho educativo também com os médicos, de forma que eles alertem seus pacientes caso notem sinais de obesidade.


