Santo Antônio da Platina - Ninguém melhor que o Conselho Tutelar para contar o histórico de Erick e da adolescente de 14 anos que ele matou a facadas em 2011. ''Eram adolescentes educados. Quando aconteceu aquilo com a Grazi ninguém acreditou que pudesse ser o Erick. Eles nunca aparentaram serem violentos'', conta Luiz Guilherme Ribeiro, presidente do órgão em Santo Antônio da Platina.
Ambos os adolescentes tinham alta frequência e eram conhecidos por conselheiros de todos os turnos. Os dois nomes sempre estavam relacionados a situações de rua. A garota dormia pelas ruas, em casas abandonadas, na frente da igreja matriz. Erick era mais reservado, mas sobre ele passava acusação de aliciar outros menores para traficar.
''Acho que nestes dois casos faltou amor. Os pais precisam ser amorosos, dialogar, melhorar a autoestima dos filhos, ganhar a confiança deles e também cobrar responsabilidades'', afirma Ribeiro.
A mãe de Erick conta que na noite em que houve o assassinato da menina, os adolescentes usaram drogas juntos. Ela disse que eles discutiram por causa da última porção de crack e que a jovem avançou sobre Erick, que primeiro a agrediu com um pedaço de pau e depois desferiu cinco golpes com a faca.
A garota era conhecida por muita gente em Santo Antônio. Ela mendigava pelas ruas e também se prostituía para comprar o crack que consumia e traficava. Foi encontrada morta numa chácara na periferia da cidade. O corpo já apresentava estágio avançado de decomposição quando foi descoberto pela família.(L.F.M.)

mockup