Vida normal depois do tratamento
O tratamento do distúrbio do processamento auditivo central se concentra em exercícios realizados com ajuda de fonoaudiólogos e outros especialistas que acompanham o paciente durante a identificação do problema O tempo de tratamento varia de acordo com o caso de cada paciente O pequeno João Pedro Fabrini, 7 anos, precisou passar por um ano de tratamento e hoje os exames comprovam que seu processamento auditivo já está funcionando normalmente ''Eu gosto de ler e agora presto mais atenção nas aulas quando estou na escola'', comenta
Segundo a mãe do menino, a empresária Dirte Fabrini, a procura por ajuda começou depois que a família percebeu que João apresentava dificuldades na pronúncia de alguns fonemas ''Percebi também que ele não estava indo bem na escola porque tinha dificuldade de compreender o que a professora falava e também de atenção Como ele foi um menino dedicado nos exercícios que foram passados pela fonoaudióloga, o tratamento se deu muito bem e hoje ele está muito melhor'', diz
A professora do ensino fundamental Jusilene Chione dos Santos, 30, precisou tratar o DPAC que surgiu em decorrência de uma dislexia identificada há três anos ''Eu percebia que as pessoas reclamavam que eu andava desatenta, esquecia as coisas com bastante frequência e não conseguia manter organização nas atividades de casa e no trabalho'', conta
Após a realização de exames e a confirmação do DPAC, Jusilene passou por tratamento por cerca de dois anos e hoje leva uma vida normal ''O que mais me preocupava era em relação ao meu trabalho porque eu precisava ter muita atenção no que eu faço Agora me sinto bem melhor e mais segura porque não me sinto mais a pessoa desatenta e desorganizada que eu era'', desabafa (F B )





