Vício compromete economia doméstica
Outra constatação da rede é de que quanto menor a escolaridade, maior a prevalência de fumantes. O dado é preocupante, pois além de fazer mal à saúde o cigarro também causa forte impacto no orçamento doméstico. Dados da Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab) revelaram que uma família composta por um casal de fumantes, residente em qualquer região do País gastava, por ano, R$ 1.495,20 somente com a compra de cigarros.
Os valores foram calculados com base em 2008. Naquele ano, o valor do salário mínimo era R$ 415,00, o que levaria esse gasto com cigarro a quase quatro salários mínimos por ano. O valor seria suficiente para comprar hoje uma TV de LCD de 32 polegadas (R$ 1.469,00, preço médio), um computador (R$ 1.300,00), ou uma geladeira duplex (R$ 1.400,00).
Segundo o Banco Mundial e o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, tabaco e pobreza formam um ciclo vicioso, que atrasa o desenvolvimento dos países.
A PETab enocntrou os maiores percentuais de fumantes no Brasil, entre ambos os sexos, na população sem instrução (25,7%) e entre as pessoas de menor renda (21,3%), o que correspondia à população que ganhava menos de meio salário mínimo por mês.(M.G.)





