São Paulo, 19 (AE) - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, disse hoje que não tem a menor idéia de quem esteja por trás da suposta ameaça de assassinato contra o sindicalista. Ele disse ter sabido, através do amigo advogado Hédio Silva, que havia um esquema para matá-lo. Os criminosos receberiam R$ 60 mil pelo assassinato, dos quais R$ 20 mil já tinham sido adiantados, incluindo as armas.
Vicentinho diz que vem sendo observado na saída da aula, na Universidade Bandeirantes, no ABC Paulista. A Secretaria de Segurança colocou agentes à disposição de Vicentinho 24 horas por dia, e o Sindicato dos Metalúrgicos cedeu um carro blindado para sua locomoção. "Fico muito triste, muito magoado, porque sempre fui um homem público, considerado ponderado nas negociações em que me envolvi. Não consigo entender tamanha maldade", disse Vicentinho.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) fez um apelo aos criminosos: "Se você não conhece este homem, certamente encontrará alguém que o conhece ou que já foi beneficiado por ele. Por míseros trocados, não se pode tirar a vida de uma pessoa pública, afável, feliz e com sete filhos."

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