São Paulo, 18 (AE) - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, defendeu hoje a extinção do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Vicentinho participou de um evento promovido pelo IOB, em São Paulo, onde discutiu a Indústria Brasileira de Reclamações Trabalhistas. Para o sindicalista, o TST não tem resolvido as questões trabalhistas e tem causado conflitos.
O ideal, segundo ele, seria a resolução dessas questões em primeira instância ou nos tribunais regionais. Se houvesse necessidade de uma terceira instância, o caso seria julgado pelo Superior Tribunal Federal (STF).
"Não estamos defendendo o fim da Justiça trabalhista, e sim uma reforma" afirmou. Durante o evento, o ex-ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto, disse que o TST "não pode ser extinto sem colocar algo no lugar".
"O conflito continuará existindo e não poderemos vetar o acesso dos trabalhadores ao Poder Judiciario." Segundo Pazzianotto, a Justiça trabalhista não dará conta do crescente número de ações nos próximos anos.
De 1991 até 1998, disse, foram recebidos 15,9 milhões de novos processos, e apenas 15% desse total chegaram aos tribunais regionais e apenas 7% ao TST.
A formúla para reduzir a avalanche dessas ações, segudo o ministro, seria adotar novas regras nos contratos individuais, principalmente nos pontos que tratam do fim das relações com a empresa.
Isso porque, segundo ele, uma fatia "muito importante" dessas ações trabalhistas são de empregados registrados, regularizados, demítidos sem justa causa, que tiveram os direitos pagos e, mesmo assim, abriram processos.Por Renata Rondino (ATENÇÃO SENHORES EDITORES: esta retranca segue com correção, citando Almir Pazzianotto como ex-ministro do Trabalho)

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