Londrinense radicado em Tamarana há 27 anos, o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Toni Jess Torresin, de 47 anos, credita o baixo índice de desenvolvimento humano do município ao fato de metade da população ainda viver na zona rural. "Pelo menos 50% da população moram na zona rural, onde o serviço de saneamento básico não é integral. Além disso, nós temos uma aldeia indígena em nosso território com 1,6 mil moradores", aponta. "Se pegarmos só a zona urbana, o IDH melhora", completa.
Em relação à baixa remuneração salarial dos servidores da saúde, conforme relatou a enfermeira Marcele Furquim, Torresin admite que é um problema ainda insolúvel. "O salário dos nossos concursos públicos é realmente baixo e ainda não temos implantado o plano de carreiras e salários. Não conseguimos dar aumento porque não podemos ultrapassar o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Como a arrecadação ainda não é a ideal, por hora não há o que fazer", reconhece.
O Hospital Municipal São Francisco funciona 24 horas, mas é de pequeno porte - não realiza cirurgias, atendendo consultas e casos de urgência e emergência. O vice-prefeito afirma que a média diária de atendimentos é de 60 pessoas, metade delas vindas de localidades vizinhas, como Mauá da Serra, Ortigueira e dos distritos londrinenses de Lerroville e Guaravera. Ainda assim, ele considera positiva a emancipação. "Os recursos que vêm nós sabemos como aplicar e distribuir, conseguimos autorização para investir no município. Londrina tem seus próprios problemas a resolver e sabemos que os distritos acabam ficando para trás. As subprefeituras não têm força para administrá-los sozinhos", argumenta.(D.P.)

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