Campinas, SP, 17 (AE) - O vice prefeito de Socorro, José Eduardo Moreno, (PPB) disse que nunca recebeu salário e que rompeu com o prefeito quatro meses depois que ele assumiu o cargo por "não concordar" com sua administração. "O que recebia, pouco mais de R$ 900,00, era uma verba de representação
o que totalmente legal", disse Moreno. O valor é bem inferior ao salário do prefeito, que ganha mensalmente cerca de R$ 7 mil, contou.
Moreno afirmou ainda que a assessoria jurídica da Prefeitura
depois de receber a liminar, não pode afastá-lo da função, pois
no seu entender não existe o cargo de vice-prefeito. "Eu nunca exerci também outro tipo de cargo na administração municipal, apenas ficava na expectativa de assumir o lugar do prefeito no caso de seu afastamento."
Ainda segundo o vice, o pagamento da verba de representação que ele recebia não foi considerado irregular pelo Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (CEPAM). "O orgão considerou legal o pagamento da verba, em uma consulta que fizemos em 1998", declarou Moreno. O seu advogado, José Ernesto de Matos Lourenço, vai recorrer da decisão da juíza.
O prefeito Wandir de Farias não foi encontrado para comentar a liminar.

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