A julgar pelas marcas impressas na lateral direita do Palio usado pelos bombeiros, o sargento Domingos Mendes, da Polícia Rodoviária de Mauá da Serra, avalia preliminarmente que o carro foi atingido pela lateral traseira direita da carreta, que estava carregada com placas de papel. Em seguida, o carro foi prensado contra a mureta de proteção e jogado para fora da pista.
Com o choque, a parte onde estava o tenente-coronel Dário Natan Bezerra ficou completamente destruída. A lataria do teto prensou o motorista contra o banco. As principais lesões sofridas pelo comandante foram na cabeça. Do lado onde viajava o major Roberto Enéquio de Souza o veículo também foi bastante danificado. Toda a lateral foi prensada contra a mureta de concreto e contorcida pela força do impacto.
Ao delegado de Ortigueira, Darci Bianchini, o motorista do caminhão disse que teria sido prejudicado por um caminhão momentos antes do acidente. Antônio Domingos Benatti, 57 anos, também teria dito que havia parado cerca de meia hora em um posto de combustíveis distante cerca de 15 km da curva onde houve o choque. ''Ele falou que comeu um lanche e admitiu ter tomado uma taça de vinho. Em seguida, continuou a viagem'', relata o delegado. O motorista afirma que estaria a cerca de 75 km/h quando bateu contra o Palio.
O caminhoneiro permaneceu no local e acionou o socorro para as vítimas. Ele só foi submetido ao exame do bafômetro mais de três horas após o acidente. O exame deu positivo: foi detectado 0,33 miligramas de álcool por litro de sangue, quando o máximo tolerável pela legislação de trânsito é 0,1 mg/l.
Benatti possui carteira de habilitação desde 1972 e nunca havia se envolvido em um acidente. Há alguns anos ele se aposentou mas continuou prestando serviços como caminhoneiro. Preso em flagrante, o motorista foi liberado no final da manhã de ontem após pagar fiança de R$ 1,5 mil. Ele foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e por dirigir após ingerir bebida alcoólica.
Em rápida conversa com a FOLHA, o advogado Mauro Luiz Taborda Rocha, que defende do caminhoneiro, classificou o acidente como uma fatalidade.(L.A.)

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