De Maringá
Os 140 quilômetros da BR-376 entre Maringá e Nova Londrina, onde predomina o solo de arenito caiuá, recebeu caixas de contenção de água das chuvas nas margens da rodovia. Boa parte do trecho tem solo arenoso e culturas anuais, o que contribui para o processo de erosão, comprometendo propriedades nas margens da estrada.
Para evitar o problema, a Viapar, concessionária do lote 2 do Anel de Integração, construiu cerca de 500 ‘‘bacias de decantação’’, que represa a água das chuvas canalizadas pela estrada. ‘‘As bacias foram uma solução adequada para o problema no trecho’’, diz o engenheiro José Camilo Carvalho, chefe do setor de conservação e manutenção da empresa.
O trecho de conservação vai de Maringá a Paranavaí, mas a empresa assumiu o trabalho até Nova Londrina. São cerca de 100 quilômetros a mais. ‘‘Esse tipo de preocupação com o meio ambiente não existia antes da rodovia ser privatizada’’, disse Carvalho.
Ele explicou que as canaletas nas margens da estrada, construídas somente agora, também estão evitando que a água das chuvas prejudique a qualidade e agilize o processo de corrosão do piso. ‘‘As poças também apresentavam risco de acidentes’’.

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