São Paulo - Às vésperas da segunda maior temporada de viagens do ano, os pais devem ficar atentos à validade do passaporte dos filhos e ter certeza de que a estadia deles é bem localizada. Mas o cuidado vai além. Com o aumento de brasileirinhos que embarcam para destinos inusitados, a atenção também recai sobre hábitos alimentares, culturais e religiosos. Hoje, esses conhecimentos também devem ocupar lugar de destaque na ''bagagem'' dos filhos.
''Quando as crianças viajam para o exterior, podem descobrir um mundo que elas não imaginavam. As diferenças começam no café da manhã e se estendem até a hora de dormir'', diz Patricia Papp, autora do livro ''Crianças a Bordo'' (esgotado) e do blog ''Coisas de Mãe'', sobre dicas de viagem.
O típico café da manhã brasileiro, por exemplo, pode ser considerando leve perto dos costumes de muitos países. ''No Japão se come peixe, sopa e outros alimentos que só temos o hábito de comer em refeições como o almoço ou o jantar'', diz Patricia.
Mesmo que pareça extravagante, no entanto, é importante saber recusar o alimento com educação. ''O adolescente deve mostrar interesse, perguntar a origem, qual o sabor, de onde a comida vem'', explica.
Religião é outro tópico importante para quem vai a países budistas. Na Tailândia, por exemplo, não se deve tocar na cabeça de crianças, pois acredita-se que esse ponto guarde a alma da pessoa. Também não se deve vestir regatas, decotes ou bermudas ao entrar nos templos.
Em países árabes, a religião e os costumes também são rigorosamente levados a sério. No Dubai (Emirados Árabes Unidos), cuja religião oficial é o islamismo, há muitas regras a serem seguidas. Dançar em público e desrespeitar vestimentas locais podem resultar em prisão. ''Se a criança entender que as diferenças devem ser respeitadas, vai perceber também que elas podem ser fantásticas'', diz Patricia.
Kit básico
É claro que os pais não podem se esquecer dos documentos básicos, como passaporte, carta de autorização de viagem para o menor desacompanhado e visto, se o país de destino exigir. ''Os documentos devem ser guardados juntos, numa única pasta, se possível. Uma boa dica é organizar tudo com os filhos'', diz Ondina Becker, diretora da agência de viagens Moinho Tur.

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