Via Láctea pode abrigar um bilhão 'outras Terras'
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quarta-feira, 10 de abril de 2002
France Presse 
Londres - Em nossa galáxia, a Via Láctea, podem existir um bilhão de planetas semelhantes à Terra, capazes de abrigar vida, segundo estudos divulgados ontem por astrônomos britânicos da Open University de Bristol.
Os cientistas criaram um novo modelo de simulação em computador que permite estimar quantos sistemas solares como o nosso poderia haver.
As conclusões, apresentadas ontem no Congresso nacional de astrônomos de Bristol (sudoeste da Inglaterra), são de que poderiam existir pelo menos um bilhão de planetas capazes, como a Terra, de possuir vida.
Segundo os astrônomos, será uma questão de tempo construir telescópios capazes de localizar esses planetas, pertencentes a outros sistemas solares de nossa galáxia.
Pode haver pelo menos um bilhão de outras Terras na Via Láctea, e talvez muitas mais se chegarmos a encontrar sistemas solares mais parecidos ao nosso, com planetas gigantes afastados dos que estariam habitados, destacou o professor Barrie Jones.
O sistema de cálculo imagina hipotéticas Terras em órbita em zonas celestes de temperaturas moderadas que possam permitir a vida humana, segundo o modelo da chamada zona Goldilocks que se estende no interior de nosso sistema solar da órbita de Vênus à de Marte (zona de planetas telúricos e não gasosos).
Até agora, desde 1995, cerca de 100 planetas gasosos foram detectados em órbita em torno de estrelas (como nosso Sol), mas que estão compostos essencialmente por gases, sem as características telúricas como nossa Terra.
São mais parecidos com Júpiter do que com nosso planeta azul.
O sistema solar descoberto mais próximo ao nosso é o Ursae Majoris-47, formado por uma estrela gigantesca no centro, um pouco mais velha que a nossa (o Sol).
Esse sistema solar está situado a 51 anos-luz da Terra (a velocidade da luz é de 300.000 kms por segundo).
Dois planetas gigantes foram detectados girando em órbita em torno dessa estrela. No entanto, a presença desses dois planetas e de seus respectivos campos de gravidade não exclui a possível existência de um planeta do tipo Terra.
Esse sistema solar (o mais próximo do nosso) vale a pena ser explorado, porque talvez abrigue vida, declarou o professor Jones.


