Curitiba- Manifestantes ligados à Via Campesina, vindos de várias partes do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e países vizinhos do Cone Sul, decidiram pressionar as delegações que estão reunidas no Segmento de Alto Nível da COP-8. O alvo do protesto foi o mesmo das mobilizações organizadas pelo movimento desde o início das conferências das Nações Unidas: criar barreiras contra os transgênicos.
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Pedro Stédile, disse que o propósito foi de cobrar do governo brasileiro a manutenção da política contra as sementes Terminator e a favor da fiscalização da rotulagem de produtos transgênicos. O movimento pede que o governo identifique e destrua supostas lavouras de milho transgênicas que existiriam no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e, até mesmo, no Paraná.
Com exceção da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que conversou com os manifestantes, para os demais ministros presentes na COP-8, o protesto passou desapercebido. A ministra agradou o grupo ao dizer que sua luta é para que ''a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) seja tão importante quanto os acordos econômicos'', dando uma sutil alfinetada à Organização Mundial do Comércio (OMC). ''Nós queremos o desenvolvimento, mas que seja sustentável do ponto de vista econômico, social e ético'', acrescentou.

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