Veto a empréstimo do BNDES não interfere em nada, diz Covas
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quinta-feira, 11 de novembro de 1999
Por Mariana Martinez 
São Paulo, 11 (AE) - O governador de São Paulo, Mario Covas, afirmou hoje que não poder interromper o processo de privatizações do Estado somente porque o BNDES resolveu conceder um empréstimo a uma empresa estrangeira. Ele se referiu ao financiamento de R$ 360 milhões concedidos à norte-americana AES para compra da Cesp-Tietê. "O Estado vendeu uma coisa, o comprador arrumou o empréstimo no BNDES, o que eu tenho a ver com isso?", disse. O governador afirmou que a liminar concedida pela 10ª Vara de São Paulo, proibindo o empréstimo do banco à empresa, não interfere em nada para o Estado. "Eu já recebi a minha gaita, que me importa?", indagou.
Covas reclamou que apenas em São Paulo acontece esse tipo de reação. Ele disse que é apenas a segunda vez que o BNDES concede financiamento para privatização no Estado, diferentemente dos demais Estados, que sempre contaram com recursos do banco. "Tinham que arrumar um defeito, depois de fazermos oito privatizações", disse.
Segundo o governador, o drama da política hoje é a tentativa constante de "nivelar as coisas por baixo". "Tem sempre que provar que o sujeito é safado", afirmou, em relação à ação popular movida com o intuito de vetar o empréstimo a empresa norte-americana.
As declarações do governador foram feitas hoje, após reunião com o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil em São Paulo (CNBB), D. Fernando Antonio Figueiredo, para discutir propostas da Igreja na elaboração do novo projeto da Febem.


