São Paulo Uma veterinária e o pai dela foram mantidos como reféns por 22 horas e meia em uma clínica em Presidente Epitácio (655 km a oeste de São Paulo, na divisa com o MS). O sequestrador, ex-marido de uma parente da veterinária, exigiu a presença da ex-mulher e US$ 15 mil, dizendo ter se sentido prejudicado na separação.
Pouco antes das 18h de anteontem, Francisco Josione, 46 anos, chegou à clínica de Tânia Minhare, 46, e pediu que ela o levasse até Bataguassu (MS). ''Na hora tive a intuição de que, se eu fosse, ele ia me matar e me jogar no meio do caminho'', disse Tânia. Ela então ligou para a polícia, e eles começaram a discutir. Quando os policiais chegaram, Josione tomou Tânia e o pai dela, Giácomo Minhare, 73, como reféns.
O sequestrador estava armado com um revólver calibre 32 e com uma bomba caseira. Pela janela, Josione conversou com o delegado Marcos Antônio Mantovani e exigiu US$ 15 mil, além da presença da ex-mulher, a advogada Maria Helena de Souza da Costa, prima da mãe de Tânia. De acordo com a polícia, ele não trabalhava e era sustentado por Maria Helena. Nesta semana, perdeu um pedido de pagamento de pensão de R$ 1.500, o que pode ter motivado o crime.
Ele só concordou em se entregar depois que a polícia forjou um depósito de US$ 15 mil (convertidos em reais), na sua conta bancária.

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