Riga, 16 (AE-REUTERS) - Centenas de veteranos da Waffen SS letã marcharam hoje (16) pela capital para lembrar a luta deles no front russo da Segunda Guerra Mundial, apesar de críticas de que o evento era um insulto às vítimas do holocausto.
Cerca de 146.000 letões foram convocados pelos nazista para a unidade Waffen SS em 1943 e 1944 num último esforço de mobilização depois de duros reveses nas mãos do Exército Vermelho soviético.
Para a Letônia, buscando a aprovação ocidental para sua tentativa de unir-se à Otan e à UE, a parada foi uma lembrança do período nazista que era tabu durante os 50 anos de domínio soviético.
A marcha anual da Legião Letã, duramente criticada no ano passado por grupos judeus, a Rússia e o Ocidente, foi denunciada novamente pelo Centro Simon Wiesenthal, de caça a nazistas, como uma glorificação dos defensores do Terceiro Reich.
Depois de uma cerimônia numa lotada Catedral do Dom, os veteranos promoveram uma parada pela cidade velha de Riga e colocaram coroas de flores no Monumento da Liberdade. Uma multidão de cerca de 1.000 pessoas, a maioria simpatizantes, assistiu ao ato.
A polícia informou que a marcha transcorreu pacificamente, exceto por um pequeno incidente ocorrido depois que um veterano levantou um pôster de apoio aos nazistas.
Noventa e cinco por cento da população anterior à guerra de 70.000 judeus foram assassinados durante a ocupação dos nazistas, que ocuparam os Bálticos em 1941 depois de expulsar forças soviéticas que tinham anexado a região em 1940.

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