Vestibular movimentou R$ 6 milhões
Lúcio Horta
De Londrina
O vestibular de inverno da Uni versidade Estadual de Londrina (UEL) injetou na cidade até R$ 6 milhões - R$ 1 milhão a mais do que nos anos anteriores. Essa é a avaliação de Newton Sborgi, vice-presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina.
Segundo ele, entre 17 mil e 17,5 mil pessoas de 20 estados diferentes passaram por Londrina durante no mínimo cinco dias. Isso sem levar em consideração cidades vizinhas, como Bandeirantes ou Cambé. Desse total - que inclui não só vestibulandos como também guias e parentes -, cada pessoa pode ter gasto uma média de R$ 70,00 por dia - incluindo alimentação, estadia, transporte, gastos no comércio, entre outros.
Na área de lanches e na vida noturna, por exemplo, o movimento estourou, disse. O setor hoteleiro também foi privilegiado: as 4,3 mil vagas dos 14 hotéis da cidade e outras duas mil vagas de hotéis não classificados foram todas preenchidas.
E não houve nenhum problema grave, pelo menos na rede de hotéis classificados, comemorou. Ele acredita que o fato de Londrina ter recebido quase 20 mil pessoas sem problemas, mesmo sem um número igual de vagas nos hotéis, comprova que a cidade tem vocação para o turismo de eventos. E esse foi mesmo um ano privilegiado, afirmou, lembrando que além de eventos tradicionais, como a Exposição Agropecuária e a feira de móveis de Arapongas, houve ainda o Congresso Mundial de Odontologia.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, confirmou que houve um aumento substancial no movimento da cidade. Embora sabendo que o que predominou foram os setores de hotel e restaurante, ponderou. Mas esse dinheiro vai ficar na cidade e depois reflete também no comércio.
Na avaliação do presidente da Acil, a injeção de recursos foi um pouco menor: ele estimou em torno de R$ 5 milhões, calculando uma média de R$ 50,00 para cada um dos cerca de 20 mil visitantes em cinco dias. E são pessoas com senso crítico elevado, que voltarão para suas cidades e falarão de Londrina em diversas regiões do País, considerou.
Já uma pesquisa realizada pelo Inbrape entre 143 vestibulandos de outras cidades (tirando a da região da Grande Londrina) aponta que cada estudante gastou em média R$ 32,81 por dia em despesas com hospedagem, refeição, transporte e lazer. A pesquisa utilizou um método indutivo por levantamento, por meio de entrevistas.
Depois da maratona do vestibular, ontem o dia foi de arrumar a casa. Marcelo César de Camargo, chefe da divisão de produção e apoio da prefeitura do câmpus da UEL, disse que o trabalho para arrumar as salas utilizadas no câmpus e também nos 25 colégios utilizados pelas provas deve durar até o final da tarde de sábado. Temos que agilizar porque segunda-feira tem aula, informou.
Além dos serviços de manutenção das redes elétrica, hidráulica e verificação dos vidros, o trabalho envolveu também o transporte e remoção das carteiras. Somente de duas escolas municipais o vestibular utilizou mais de 700 carteiras. Também ocorreram 2,8 mil remanejamentos de carteiras dentro e fora do câmpus da UEL. Até sábado, todas deverão retornar aos locais de origem. O trabalho tem que ser intenso, afirmou Camargo.





