Vestibulandos são presos por tentativa de fraude
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Maringá - Um casal suspeito de tentar fraudar o vestibular de medicina das Faculdades Ingá (Uningá), que foi preso com outras duas pessoas durante a prova de domingo, pagou fiança de R$ 5 mil arbitrada pelo delegado de plantão, Gustavo de Pinho Alves, e deixou a cadeia ontem. Ambos responderão processo por estelionato. Os supostos fraudadores foram presos por volta das 9h30 depois que a Polícia Civil recebeu uma ligação anônima informando os nomes de candidatos que estariam utilizando aparelhos eletrônicos para obter o gabarito.
''Nós designamos uma investigadora para ir ao local e lá foram encontrados dois candidatos com celulares no bolso e o terceiro candidato estava com o telefone celular costurado próximo ao zíper da calça'', relata. Outra candidata estava com um celular escondido entre os seios, conectado por um ponto eletrônico pelo qual recebia o gabarito.
Os nomes dos envolvidos na fraude não foram divulgados. O delegado revelou apenas que o casal é do Mato Grosso, a mulher, do Pará e o homem, da Bahia. ''Um deles conhecia o casal, mas informou que não mantinha contato e a outra pessoa falou que não conhecia nenhum dos fraudadores'', comenta.
Segundo Alves, o esquema consistia na utilização de celulares como pontos eletrônicos. ''Alguém que fez a prova repassaria o gabarito da prova por volta das 12 horas aos demais'', conta. Os outros dois candidatos continuam presos na 9 Subdivisão Policial em Maringá e a família já tomou conhecimento de que eles estão presos.
O diretor-geral da Faculdades Ingá, Ricardo Benedito de Oliveira, informa que as providências para coibir esse tipo de ação foram tomadas com antecedência. ''Tanto que eles foram descobertos antes de conseguir o intento'', conta. Ele relata que o vestibular da instituição conta com quatro tipos de provas diferentes e não havia como burlar o sistema. ''Nós recebemos a informação concomitantemente com a Polícia Civil e imediatmante fomos à sala, retiramos as pessoas e as entregamos a autoridade policial'', conta o diretor.
Oliveira explica que, apesar dos candidatos terem passado por detectores de metais, uma das candidatas estava com ponto eletrônico de plástico. '' Essas quadrilhas acham que são organizadas, mas não são. Existem inúmeros exemplos disso no Brasil'', comenta. Ele atribui o sucesso na prisão dos fraudadores ao aparelhamento da equipe de segurança, que dispunha de equipamentos para isso, e à celeridade da polícia.
UEM- Uma vez que a quadrilha pode estar agindo em outras provas, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi procurada para informar sobre os procedimentos de segurança estariam sendo tomados para a próxima edição do vestibular. A Comissão Central do Vestibular da instituição disse que não se manifesta acerca do assunto por questão de segurança. Informou apenas que o último caso de tentativa de fraude aconteceu ainda na década de 90.


