Vestibulandos criticam prova de matemática da FGV
São Paulo, 07 (AE) - A duração do exame de matemática foi a principal queixa dos candidatos que participaram hoje da segunda fase do vestibular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), formada por provas dissertativas de Língua Portuguesa, Matemática e Redação. Embora a maioria dos vestibulandos entrevistados tenha dito que o exame em geral apresentou um grau de dificuldade já esperado - e foi até fácil no caso de Língua Portuguesa -, muitos não conseguiram concluir as questões de matemática. "Estava um pouco difícil, mas, se houvesse mais tempo, acho que teria feito tudo sem problemas", disse Letícia Matsuda, que deixou três das dez questões em branco.
O coordenador de matemática do Colégio Objetivo, Giuseppe Nobilioni, concorda com a estudante. "A prova foi inteligente e voltada para economia, como era esperado, só que exigia muitas contas." Nobillioni critica, porém, a ausência de trigonometria e geometria: "São áreas mais úteis na vida prática do que progressão aritmética, que caiu na prova."
No exame de português, considerado fácil ou dentro do esperado pelos alunos, a novidade foi a ênfase nas questões de interpretação de texto. "Foi uma prova inteligente", avaliou o coordenador de português do Objetivo, Francisco Achcar. Ele criticou, porém, a questão n.º 8, que pedia aos candidatos para selecionar no texto elementos que justificassem uma frase do mesmo texto: "O problema é que a afirmação era uma ironia, que se contrapunha a tudo o que estava escrito."





