Campinas, SP, 18 (AE) - O estudante Wilson Rodolfo de Oliveira Filho, de 18 anos, deu entrada ontem (17) em ação na Justiça pedindo a anulação da prova de aptidão para o curso de música no vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O vestibulando, reprovado, alega que duas professoras da banca examinadora estariam impedidas de participar da avaliação por terem dado aulas particulares a ele. Oliveira quer nova prova de aptidão.
O advogado Wilson Rodolfo de Oliveira, pai do vestibulando, disse que seu filho enfrentava problemas de relacionamento com as professoras Fúlvia Escobar e Aci Meyer. As duas ministraram aulas particulares de piano ao estudante e participaram da banca examinadora. Segundo ele, a mãe do vestibulando, Maria Lúcia Pereira, chegou a discutir várias vezes com as duas.
"Meu filho pode ter sido vítima de uma vingança", disse o advogado. Na ação, ele pede uma nova prova de aptidão, com a presença de outros peritos. "Queremos que a avaliação seja feita pelos maiores pianistas do Brasil, para garantir que não haverá maracutaia", afirma o advogado.
A assessoria de imprensa da Unicamp informou que a banca examinadora, formada por quatro professores, reprovou o vestibulando por unanimidade. Segundo a universidade, os 50 candidatos que tentaram as vinte vagas oferecidas no curso também foram avaliados nas provas da primeira e segunda fase do vestibular. Na segunda fase, segundo a assessoria, o candidato obteve média 2,7.

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