Véspera de eleição esquenta clima na UEL
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terça-feira, 09 de maio de 2006
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A um dia do segundo turno das eleições para a reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o clima vai ficando mais tenso entre as duas chapas concorrentes. O candidato a reitor Wilmar Marçal, da chapa UEL em ação, levanta a suspeita de uso da máquina administrativa da UEL na campanha do adversário, Moacyr Medri (da chapa Você faz o amanhã). A denúncia não foi confirmada pela comissão eleitoral.
A nossa preocupação é com o custeio da campanha deles. Estão soltando uma quantidade enorme de panfletos, promovendo festas, churrascos, e nós temos suspeitas de que alguém está patrocinando tudo isso, queixou-se ontem Marçal, na redação da Folha, onde veio acompanhado pelo candidato derrotado no 1º turno, Félix Ribeiro, que agora o apóia.
Marçal afirmou que a chapa de Medri estaria desrespeitando um acordo de cavalheiros selado no dia 21 de fevereiro entre os então cinco candidatos, que restringia a publicidade de campanha a debates, visitas e panfletos em folhas tamanho A4. Também denunciou que professores que ocupam cargos comissionados estariam deixando seus afazeres para fazer panfletagem e assediar alunos. Ele admitiu não ter provas de que recursos da UEL estejam sendo usados na campanha adversária.
A presidente da comissão eleitoral da UEL, Maria Rosa Abelin, afirmou que não recebeu denúncia formal sobre o suposto uso da máquina para publicidade. O que houve foi um pedido (da chapa de Marçal) para suspender a publicação do Jornal Notícia (veículo institucional da universidade) desta quarta-feira. Nossa resposta é que não poderíamos tirá-lo de circulação antes de ver seu conteúdo, apenas por pressupor que seria tendencioso, explicou. No caso dos funcionários comissionados, Rosa disse que enviou ofício aos envolvidos para que não houvesse pessoas da administração na linha de frente das campanhas, o que foi atendido.
Medri negou todas as acusações e lamentou que os adversários estejam plantando boatos às vésperas das eleições. Estamos fazendo campanha com dinheiro do bolso dos participantes, e usando o mínimo possível. Não fizemos nenhuma festa ou churrasco, nem em campanha, nem fora da campanha, garantiu.
Quanto ao material impresso, Medri assegurou que está utilizando o que foi combinado no acordo: um único tablóide e panfletos em A4. Ele afirmou ainda que se reuniu com sua equipe e disse que os ocupantes de cargos comissionados não poderiam estar na coordenação da campanha. Tanto que eu mesmo assumi e agora sou o único coordenador, declarou. O candidato disse que espera que as denúncias não influenciem a votação e que tudo saia bem.


