Vésper anuncia que atingiu marca de 100 mil clientes
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segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 11 (AE) - O presidente da Vésper São Paulo, Virgílio Freire, revelou que a empresa e sua irmã Vésper S.A. atingiram a marca de 100 mil clientes em São Paulo, Rio e os outros 15 Estados onde atuam nestes dois primeiros meses de operação. As empresas-espelho da Telefônica e da Telemar abriram seus números hoje pela primeira vez, depois que o desempenho da Vésper no Rio sofreu críticas do ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. Questionado sobre a Telemar, o ministro acabou chamando de lenta sua concorrente, a Vésper.
Freire disse que a base de clientes ficou dentro das expectativas e as duas empresas estão em dia com as metas estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mas as duas empresas, que estão sendo unificadas, pretendem agilizar os serviços.
Esta semana começa em Campinas o projeto piloto da Vésper Express, um kit com o aparelho da empresa e o manual de instalação que será enviado à casa do cliente em até 48 horas. Apesar de ter prometido atuar sem filas, a Vésper demorava até 15 dias para instalar as linhas em algumas áreas. O lançamento deve ser feito em São Paulo em um mês e no Rio, em 60 dias. O custo será o mesmo da instalação tradicional, e o ritmo de instalações pode dobrar com o kit.
Freire, que será o presidente da nova empresa, chamada de Vésper S.A., explicou que algumas vizinhanças das áreas escolhidas para instalar torres estão impugnando o trabalho. Além disso, não há instaladores suficientes para atender à demanda. "Não se constrói uma empresa da noite para o dia", disse o executivo, que pretende apresentar as informações sobre as empresas a Pimenta da Veiga.
A Vésper e a Vésper São Paulo têm capacidade para disponibilizar 500 mil linhas em São Paulo e 1,6 milhão na área da Telemar. Até o final do ano, estes números têm de pular para, respectivamente, 850 mil e 2,3 milhões. O investimento do grupo entre 1999 e 2001 é de US$ 2 bilhões, dos quais US$ 400 milhões já foram investidos em São Paulo e US$ 500 milhões, nos outros Estados.
Como presidente da Vésper São Paulo, Freire baixou o preço da habilitação básica de quase R$ 500 para R$ 99, em três vezes. No Rio, o serviço continua bem mais caro do que o da concorrente: custa R$ 382. Agora que assumirá a Vésper, o executivo diz que vai estudar por que não houve a redução no Rio e admite a possibilidade de baixar os preços no Estado.
Juridicamente, a fusão das duas empresas deverá ser concluída em três meses. Mas a reestruturação administrativa começa já. Segundo Freire, sua proposta aos acionistas será manter toda a diretoria atual, mesmo que em outras funções. "A economia será de alguns milhões", despista Freire. Os acionistas da Vésper - Bell Canada, VeloCom, Qualcomm, Liberman e a brasileira Taquari, do grupo Vicunha - têm interesse em disputar a Banda C celular, se a Anatel estabelecer o padrão 1.9 Ghz, pleiteado pelas empresas norte-americanas.


