Washington, 02 (AE-REUTERS) - O advogado Vernon Jordan, amigo e conselheiro pessoal de Bill Clinton, foi ouvido hoje (02) pelos deputados republicanos que atuam como promotores no julgamento do impeachment contra o presidente americano e pela equipe de defesa montada pela Casa Branca.
Ao mesmo tempo, os senadores, que estão encarregados de decidir de Clinton deve ou não ser removido do cargo, assistiam ao videoteipe das declarações prestadas na véspera pela ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.
Clinton é acusado pela oposição republicana - que controla o Congresso americano - de ter cometido os crimes de perjúrio e obstrução da Justiça para ocultar a natureza sexual de seu relacionamento com Monica.
Os conservadores convocaram Jordan para esclarecer as circunstâncias sob as quais o presidente pediu a ele que conseguisse um emprego para a jovem.
Assim como Monica, Jordan não testemunhou ante o plenário do Senado e a fita com seu depoimento deve ser vista pelos senadores amanhã. De acordo com as regras impostas pela maioria republicana, acusação e defesa têm, cada uma, quatro horas para interrogar as testemunhas.
De acordo com fontes do Senado, Monica não disse nada, em seu depoimento, que já não tivesse declarado nos 22 testemunhos que prestara anteriormente. Por isso, a defesa de Clinton abriu mão do direito de interrogar a jovem.
No lugar das perguntas, uma das advogadas do presidente, Nicole Seligman, leu uma declaração na qual Clinton pedia desculpas à jovem por causa dos transtornos que o processo de impeachment lhe vêm causando.
Amanhã, o assessor da Casa Branca Sidney Blumenthal presta depoimento, encerrando a fase de testemunhos. O Senado deve reunir- se novamente depois de amanhã para decidir os próximos passos do julgamento político.
O líder da maioria republicana na Casa, Trent Lott, tem afirmado que pretende submeter o veredicto de Clinton à votação pelos senadores até o dia 12.

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