Oportunismo, ignorância ou mera especulação com suposto interesse eleitoral. Desta forma, os autores do projeto de lei que regulamenta o horário de fechamento de bares reagiram ontem, na sessão do Legislativo, à manifestação promovida pelo Fórum Permanente de Cultura de Londrina contra a matéria. O ato foi realizado na Concha Acústica e contou até com release à imprensa - sob o título ''A fraude moralista da lei seca''.
Autores do projeto, os vereadores Gláudio Renato de Lima (PT), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Paulo Arildo (PSDB) questionaram o fato de só agora a entidade vir a público - ainda que sem um porta-voz oficial - reclamar do que vem sendo debatido desde 2005. Outro aspecto levantado por eles é a realização de sete audiências públicas, em todas as regiões da cidade, que chegaram a provocar alterações na proposta original.
''Toda manifestação deve ser respeitada, mas vários desses segmentos que reclamam agora não foram nas audiências debater o projeto. Aliás, deveriam lê-lo, antes de sair por aí falando besteira'', reclamou Gláudio. ''O que se pretende é disciplinar e profissionalizar a atividade dos bares, o que vai gerar mais empregos e trazer tranquilidade às famílias - temos que ver é se há dinheiro público envolvido nesse tipo de ato, ou algum interesse eleitoral'', alfinetou.
Para Tamarozzi, faltou conhecimento do projeto. ''Ninguém estabelece fechamento de nada, só normas que vão até favorecer contratação de garçons e cozinheiras, por exemplo'', disse. Já na avaliação de Arildo, a manifestação foi oportunista. ''Tanto que não assumiram a autoria do ato; deveriam é procurar o diálogo, como fizemos'', disse, com o release em mãos. ''Além do mais, temos pesquisa encomendada pela Câmara segundo a qual 74% dos ebntrevistados são a favor de uma lei dessas'', completou o tucano.(Janaina Garcia)

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