São Paulo, 24 (AE) - A maioria dos vereadores governistas que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais interpretou como uma interferência de poderes a disposição de a Assembléia Legislativa instaurar uma nova comissão para apurar supostas irregularidades ocorridas no setor de fiscalização da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Apesar de entenderem como uma interferência, nenhum verador criticou a tendência dos deputados estaduais de investigar supostas denúncias.
"Entendo que é uma interferência de poderes e poderiam esperar a conclusão dos trabalhos, porque o vereador José Eduardo Martins Cardozo já disse que vai apresentar um novo requerimento e nada impede o plenário de aprová-lo", argumentou Mílton Leite (PMDB)."Apesar disso, acho que toda decisão de apurar denúncias deve ser apoiada", completou.
"Sou a favor de tudo, desde que exista um objeto preciso", disse Wadih Mutran (PPB). O vereador Brasil Vita (PPB) preferiu não fazer comentários.
O presidente da CPI dos Fiscais, José Eduardo Martins Cardozo (PT), disse que, se a Assembléia Legislativa tiver de fazer a investigação, a Câmara Municipal novamente sofrerá um processo de desmoralização. "Acho isso mais uma demoralização para os vereadores, mas como o plenário decidiu não aprovar a prorrogação, os deputados terão o meu apoio integral", afirmou Cardozo.
Na quinta-feira passada, o bloco governista rejeitou a prorrogação da CPI dos Fiscais por mais 90 dias. O requerimento foi apresentado pelo vereador Brasil Vita, mas Cardozo apresentará um outro requerimento na quinta-feira.

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