Vereadores estudam normas para brinquedos infláveis
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de outubro de 2007
Rodrigo Lopes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Uma comissão especial da Câmara Municipal de Curitiba vai estudar a regulamentação do uso de brinquedos infláveis em eventos voltados para crianças na Capital. A criação da comissão, instalada ontem, foi proposta pelo vereador André Passos (PT) depois que um acidente com este tipo de brinquedo, no último dia 16, vitimou duas crianças durante uma festa na associação de funcionários da Siemens, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Por ter sido o autor da proposta que criou o grupo de estudos, Passos foi escolhido relator da comissão. A presidência ficou a cargo de Tico Kuzma (PSB). Outros quatro vereadores integram o grupo.
Na abertura dos trabalhos, os parlamentares ouviram a coordenadora regional da organização não-governamental (ONG) Criança Segura, Alessandra Françóia. ''Achávamos que existiam regulamentações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre esses brinquedos, mas descobrimos que não há nada'', disse Alessandra. ''Essa normatização já existe em outros países e precisamos estimular a criação de normas também aqui'', acrescentou.
Baseados no depoimento de Alessandra, os vereadores decidiram que, para a próxima reunião, no dia 15, devem convidar representantes da ABNT, do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e da Secretaria Municipal de Urbanismo. ''Queremos saber se existe algum tipo de norma para o uso de brinquedos infláveis e saber se há um cadastro junto à secretaria das empresas que promovem eventos com esses materiais'', afirmou Kuzma.
Ao fim dos 90 dias, a comissão deve apresentar projeto de lei que regulamente o uso dos brinquedos infláveis na Capital. Para isso, os vereadores procuram leis parecidas em outras cidades. Segundo Passos, esse controle já acontece em Goiânia, onde as empresas precisam ter licenças, válidas por três meses, para poder atuar. Na Câmara de Curitiba, tramita um projeto do vereador Valdenir Dias (PSB), que obriga o cadastramento das empresas que alugam esse tipo de equipamento.
A discussão sobre o uso dos brinquedos infláveis surgiu depois que do acidente do dia 16. Na ocasião, duas crianças morreram ao serem lançadas de cima de um castelinho de ar - que saiu do local onde deveria estar fixado. Um touro mecânico também foi arrastado, supostamente pela força dos ventos, por mais de 30 metros e deixou uma mulher de 82 anos gravemente ferida.
As investigações sobre as causas do acidente estão a cargo do delegado Carlos Alberto Castanheira, titular do 3º Distrito Policial. Segundo ele, os primeiros laudos que poderão indicar os motivos do acidente já estão prontos. Mas os resultados só serão divulgados quando todos os exames técnicos estiverem finalizados, para que possam ser confrontados. O delegado deve marcar entrevista coletiva semana que vem para falar sobre o caso. (Colaborou Luciana Pombo)


