Vereadores do Rio criam CPI para apurar abuso da Guarda Municipal Murilo Fiuza de Melo
Rio, 20 (AE) - A Câmara dos Vereadores do Rio instalou Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar abuso de autoridade da Guarda Municipal no episódio que resultou em 10 feridos, entre eles o deputado estadual Chico Alencar (PT), durante tumulto, no dia 29 de abril, no Teatro João Caetano, Centro. O presidente da CPI, vereador Fernando Gusmão (PCdoB) disse hoje que a idéia é ouvir todos os envolvidos no episódio - desde as vítimas até o comandante da operação, coronel Rogério Alves de Pinho. "Nós não descartamos a idéia também de apurar outras irregularidades da Guarda", adiantou.
Gusmão afirmou que tem recebido diversas denúncias - ainda não confirmadas - de pagamento de propinas a guardas municipais, por parte de ambulantes, que também têm reclamado de maus-tratos aplicados a eles durante ações repressivas. "Temos ainda denúncias de nepotismo dentro da guarda, mas não podemos afirmar nada porque não temos provas", afirmou.
Por enquanto, segundo o vereador, a CPI vai se concentrar na apuração do caso do João Caetano. A operação daquele dia, segundo o coronel Alves, era para reprimir os ambulantes na Praça Tiradentes, mas acabou em tumulto e troca de agressões entre cerca de 60 guardas e dezenas de pessoas que participavam de um ato político no teatro.
Os guardas invadiram o local na tentativa de prender um homem que defendia os camelôs, dando início a pancadaria. O deputado Chico Alencar acabou fissurando o braço e o punho esquerdos. Na próxima terça-feira, os integrantes da CPI se reúnem para decidir quem serão os primeiros convocados a depor.





