A Câmara de Vereadores de Londrina será palco na próxima segunda-feira de uma audiência pública que discutirá a implantação do sistema de cotas para estudantes negros e carentes na Universidade Estadual de Londrina. Marcada e presidida pelo vereador Rubens Canizares (PHS), a reunião será às 15 horas, no Plenário da Casa.
Entre os convidados para o debate estão a professora Yvonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutora em Antropologia Social, o pró-reitor da Coordenadoria de Ensino e Graduação da UEL, Jairo Queiroz Pacheco, e o presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, José Carlos da Rocha.
Presente à Câmara ontem à tarde, Rocha já deixou claro qual é a posição da OAB em relação ao assunto. ''Somos absolutamente contrários, pois além de demagógica, essa é uma medida inconstitucional, já que a lei diz que todos são iguais perante ela'', afirmou. ''Reservar cotas é discriminatório e segregativo, além do fato de que os alunos beneficiados não terão condições intelectuais de acompanhar um curso mais competitivo, como Medicina ou Direito, por exemplo'', finalizou.
Jairo Pacheco discordou do presidente da OAB Londrina. ''Há inúmeros dados que mostram que ser negro é agravante para situações de se estar à margem da sociedade'', disse. Quanto ao desempenho dos alunos que entram por cotas, Pacheco lembrou que estudos feitos entre estudantes das Universidades Estaduais do Rio (UERJ) e do Mato Grosso do Sul (UEMS) apontaram que a média de notas era maior com esse público específico. ''Muitos de nossos cursos noturnos, com maioria de alunos da rede pública de ensino, obtiveram A no Exame Nacional de Cursos'', rebateu.

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