Amparo, SP, 29 (AE) - Os vereadores de Amparo, no interior de São Paulo, rejeitaram ontem (28) à noite, pela segunda vez e por 10 votos contra 7, o veto do prefeito Carlos Piffer (PPB) contra o projeto de lei que autorizava um aumento de 211% nos próprios salários, que passaram de 800 reais para R$ 2,5 mil por mês. O vereador Fernando Borim (PT) disse que vai entrar na Justiça para tentar revogar a decisão.
"Esse aumento é uma aberração", disse hoje Borim. Ele disse que adotará o mesmo procedimento de outros municípios, que entraram na Justiça com uma ação civil pública para reduzir os salários dos vereadores. Na segunda-feira (26), o juiz de Pedreira, Carlos Romano Goldman, reduziu em 70% os salários do Legislativo da cidade, passando de R$ 2,5 mil para 700 reais por mês.
"Precisamos de condições financeiras para viajar a Brasilia em busca de novos recursos para o município", disse o autor do projeto que autorizou o aumento, José Benedito de Oliveira (PMDB). Com o novo salário, cada vereador vai ganhar, em média, 300 reais para cada hora de trabalho na Câmara. Os novos salários começam a ser pagos a partir do dia 10. Como a lei tem efeito retroativo, os vereadores também deverão receber a diferença desde janeiro.
O plenário da Câmara ficou lotado para acompanhar a votação, que foi secreta. Quando o resultado foi anunciado, depois de três horas de debates, o público vaiou e xingou os parlamentares. O prefeito tem até segunda-feira (03) para promulgar ou não a lei. Se Piffer mantiver o veto aos novos salários, os próprios vereadores poderão promulgar a lei na quarta-feira (05).

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