São Paulo, 18 (AE) - Divididos, os vereadores que apóiam o prefeito Celso Pitta (PPB) na Câmara Municipal impediram hoje a votação da preferência dos dois requerimentos que propõem a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suposto esquema de corrupção nas administrações regionais de Pinheiros, da Sé, da Penha e do Jaçanã-Tremembé, investigados pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pela polícia. A estratégia usada foi a de não responder à chamada nominal, esvaziar a sessão e encerrá-la por falta de quórum. A votação dos dois requerimentos de CPI foi novamente adiada, como está ocorrendo desde o início do ano. O dois pedidos voltam a ser discutidos em plenário na terça-feira.
Quando foram realizadas as votações preliminares para decidir qual dos dois requerimentos seria submetido a voto, os governistas não se apresentaram. Dos 40 em plenário, só 19 responderam à primeira chamada e 17, à segunda.
Como o número mínimo para prosseguir a sessão é de 19 parlamentares, a sessão foi encerrada. Na pauta da Câmara há dois pedidos de instalação de CPI: um apresentado pelo vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT) e o outro, por Brasil Vita (PPB).
Vita apresentou uma proposta que mantém fora de uma eventual investigação parlamentar os vereadores, limitando as apurações aos servidores municipais. Há também a tese de que a CPI deveria ser retroativa a 20 anos, o que na prática é uma tentativa de dificultar os trabalhos e incluir a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina na investigação. Divisão - A expectativa é que a questão seja decidida na próxima semana. Em conversas reservadas, os governistas admitem que a CPI não interessa à Câmara e ao Palácio das Indústrias.
Ao mesmo tempo, os parlamentares estão divididos, porque temem a pressão popular por causa das crescentes denúncias de irregularidades e das acusações a vereadores feitas por fiscais presos. Os dois vereadores citados até agora foram Hanna Gharib e Vicente Viscome, ambos do PPB. Gharib negou a acusação e está processando o responsável. Viscome defendeu-se hoje. Negou todas as acusações e disse desconhecer irreguralidades na Administração Regional da Penha.

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