Vereadores da bancada governista vão processar Nicéa11/Mar, 17:21 Por Francisco Brandão São Paulo, 11 (AE) - Os vereadores da bancada governista acusados de corrupção pela primeira-dama Nicéa Pitta, vão processar a ex-mulher do prefeito. O vice-líder do governo na Câmara, o vereador José Viviani Ferraz (PL) disse hoje que vai mover um processo criminal por calúnia. "Ela vai ter de provar que peguei dinheiro", diz. "A primeira-dama generalizou e precisa responder pelos seus atos." Para Luís Paschoal (PTB), Nicéa "está fora de si" por causa da separação. "Nenhum vereador nunca conversou com ela", afirma. Myryam Athiê (PMDB) concorda. "Como mulher eu entendo que ela está passando por um momento difícil, mas ela vai ter de provar quem pegou dinheiro", disse Myryam, que lançou farpas para a primeira-dama. "Quero saber se ela está falando como vítima ou cúmplice." Emílio Meneghini (PPB) também se defende das acusações da primeira-dama. "Nicéia é uma doida", ataca. "Ela está tomada de ódio e descarregou a mágoa contra o prefeito em toda a Câmara." O líder do PTB na Câmara, José Amorim, declara que as acusações são "absurdas". "O prefeito precisa tomar uma providência, pois pode haver danos políticos", afirma. "Nicéia está com problemas familiares e pessoais com Pitta e precisa se justificar." Apesar de fazer parte da bancada governista, o vereador Mohamad Mourad (PL) compareceu à reunião da oposição. "Sou favorável ao impeachment do prefeito" disse. "Seu mandato não tem mais condição de ser." CPI - A bancada governista está dividida entre votar ou não a favor de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito. Mourad e Ferraz são favoráveis, mas Paschoal e Meneghini são contra. "Se 29 vereadores, que formam a maioria da Câmara, forem citados, não tem como abrir uma comissão", acredita Paschoal. "A oposição está fazendo barulho." Vários vereadores da situação também são a favor que Pitta desista da idéia de tentar a reeleição. "Se não resolver essa pendência, não tem condições de se candidatar", acredita Ferraz. "O prefeito deveria abdicar da candidatura, deixar a política de lado para cuidar da situação familiar", aponta Paschoal. "Um homem íntegro não pode governar o município se não consegue resolver um problema pessoal." (Colaborou Marcus Lopes)