Londrina – Representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) foram sabatinados por mais de uma hora ontem por vereadores na Câmara Municipal. Os questionamentos restringiram-se ao serviço de coleta e recolhimento de lixo.
"Temos uma passível ambiental grave no antigo Aterro do Limoeiro. Cerca de 30 metros cúbicos de chorume estão a céu aberto", afirmou o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas. Houve transbordamento durante as fortes chuvas que atingiram a cidade no primeiro semestre e o material atingiu o Córrego dos Apertados, que passa num fundo de vale próximo. "Temos uma licença ambiental do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), válida por mais 58 dias. Estamos discutindo essa questão", disse. A CMTU também apresentou um programa de tratamento do chorume instigado e recuperação ambiental da área afetada.
Os vereadores também ouviram de Geirinhas que a CMTU pretende realizar nova licitação para recolhimento do rejeito orgânico. O órgão mantém um contrato emergencial atualmente. O prazo e o valor não foram revelados. "Estamos em busca de viabilização desses projetos e análise da versão mais técnica", disse.
A CMTU também pretende lançar dentro de um ano o projeto Lixo Zero, que visa contemplar a coleta, recolhimento e destinação adequada de todo lixo produzido por Londrina. Até lá, a entidade se comprometeu a estender discussões.
"Eles disseram que vão realizar fiscalização mais eficaz, analisar o perfil das empresas antes das contratações", disse o vereador Mario Takahashi (PV), autor do pedido de informações.(D.M.)

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