Vereadores apoiam pedidos de familiares
A divulgação da listagem de presos é uma das reivindicações das mulheres e mães dos encarcerados. Elas estiveram na Câmara de Londrina no início da tarde de ontem pedindo apoio aos vereadores, que encaminharam uma moção de apoio às reivindicações dos familiares à direção da PEL 2, à Vara de Execuções Penais, Comando da PM em Londrina, secretário estadual de Segurança Pública, Assembleia Legislativa e ao governador do Estado.
As famílias pedem o fornecimento de água e alimentação aos presos, garantias da integridade física, permissão de acesso dos advogados na unidade, divulgação dos nomes dos detentos mortos desde o início da rebelião e dos que foram transferidos e a redução da barreira de acesso a PEL 2. O documento foi entregue à direção da unidade pelos vereadores da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
O coordenador da Comissão de Estabelecimentos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Carlos Mancini, que acompanhou os vereadores, afirmou que a situação dentro da PEL 2 era tranquila, mas que a estrutura está precária, devido à depredação que ocorreu durante as 24 horas de rebelião. "Dentro da medida do absurdo que está lá dentro (destruição da unidade) se está fazendo o possível. Os ânimos estão mais calmos lá dentro do que aqui fora", garantiu.
O representante do Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Paraná em Londrina, Carlos Henrique Santana, reclamou que foi impedido de acompanhar a ação do Departamento de Execuções Penais (Depen) dentro da penitenciária. "Não sabemos como está a situação lá. A preocupação é com a falta de informações sobre o que ocorreu lá dentro", lamentou.
A ausência de informação angustia os parentes dos presos. Daniela Dorcas de Oliveira, irmã de um dos detentos, está acompanhando a situação na penitenciária desde terça-feira à noite. Ela não tem nenhuma ideia de como está o irmão, preso há três anos por clonagem de carros. Visivelmente abalada, Daniela espera que o irmão esteja bem. "Cada um fala uma coisa. Toda hora tem um informação diferente. Eu tento pensar o melhor", comentou. "Eu só quero que ele esteja vivo, pode estar machucado, mas com vida." (A.M.P.)





