São Paulo, 12 (AE) - Na primeira sessão após a aprovação do parecer que propõe a cassação do mandato do prefeito Celso Pitta (sem partido), a maioria dos vereadores paulistanos ainda não havia decidido se irão votar favoravelmente ao parecer. Tecnicamente, há pelo menos 20 votos favoráveis à admissão da denúncia, levando-se em consideração que todos os vereadores do PT, PSDB, PC do B, PSB e Salim Curiati Júnior mantenham-se contrários ao governo.
Um eventual movimento pró-impeachment precisaria de, no mínimo, 13 votos para admitir a acusação e iniciar o processo de cassação. E, por enquanto, aparentemente a situação está indefinida. Algumas bancadas, como a do PMDB, deverão discutir a questão antes dos membros se pronunciarem oficialmente. "Tudo vai depender da posição do partido, que ainda discutirá a questão", disse Jooji Hato (PMDB). Segundo ele, a tendência do partido é votar em bloco. "Devemos analisar as denúncias antes de decidirmos", disse Hato.
Divisão - No PPB, principal partido de sustentação de Pitta na Câmara Municipal, os votos estão divididos. "Quero analisar o parecer antes de tomar uma posição", afirmou Dito Salim (PPB). O vereador Wadih Mutran, pepebista e membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, disse ser contra qualquer acusação imputada a Pitta. "Sou contra qualquer denúncia e não entendo como pessoas que dizem aliados votam contra o seu próprio pai, pois sinto-me parte de uma família ao ajudar o prefeito a administrar a cidade", afirmou Mutran.
O vereador Miguel Colasuonno (PPB) afirmou hoje que votará contra a denúncia por uma questão de coerência. "Fui contra o primeiro pedido de impeachment e serei contrário a essa
que tecnicamente é muito mais fraca", justificou. Colasuonno disse que os vereadores da base governamental, que votaram pela aceitação da denúncia na Comissão Especial de Impeachment, devem uma explicação sobre a mudança de comportamento ocorrida em questão horas. "Não acredito que o canto produzido pelo senhor Roberto Requião em pouco mais de duas horas tenha sido suficiente", afirmou.
Outros membros do partido, porém, já assumiram o voto, contra ou a favor da comissão. É o caso de Salim Curiati, que votará pela aceitação da acusação.

mockup