São Paulo, 09 (AE) - A vereadora Maeli Vergniano (sem partido) recusou-se a atender ao convite da Comissão Processante Disciplinar da Câmara que investiga o trabalho fantasma de duas ex-assessoras do seu gabinete: Maria Rodrigues, sua ex-cozinheira, e Dorcas Magliarelli, a cunhada que mora em Botucatu. Maeli deveria depor esta semana. As duas recebiam salário da Casa sem comparecer ao gabinete. Foram exoneradas após a primeira denúncia feita pelo jornal "O Estado de S.Paulo", na edição de 18 de abril.
Dorcas, professora em Botucatu, tinha um salário de R$ 7 5 mil. Maria era a cozinheira particular da casa de Maeli. Ganhava R$ 2,7 mil. As duas estão sendo processadas à revelia. Maria nem foi intimada a depor: desapareceu. Dorcas recusou-se a atender à intimação. Seu marido, Josué Magliarelli, e o chefe de gabinete de Maeli, Paulo Leite, também foram arrolados como testemunhas de defesa, mas também não atenderam aos convites da comissão.
O jornalista Alceu Luís Castilho, do jornal "O Estado"
depôs hoje na comissão para confirmar as informações publicadas na reportagem que deu origem às investigações na Polícia, Câmara e no Ministério Público sobre a vereadora. A comissão tem de finalizar o trabalho até o fim do mês. Relatório - Até o fim da semana, Maeli tem outro compromisso, em outra comissão da Casa. Na sexta-feira, termina o prazo para que ela entregue suas considerações finais de defesa aos parlamentares do grupo que avalia as acusações contra ela. Depois, a Comissão Processante se ocupará em terminar o relatório sobre o caso. O documento deve ficar pronto ainda este mês, quando será votado pelo plenário.

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