São Paulo, 26 (AE) - A vereadora Maeli Vergniano (sem partido) foi intimada pela segunda vez para prestar depoimento ao delegado Romeu Tuma Júnior. O depoimento está marcado para amanhã (27) às 14 horas. Pela lei, caso a vereadora não compareça novamente para depor, a polícia tem liberdade para ir buscá-la e pode ser indiciada por desobediência. A intimação foi entregue hoje no gabinete de Maeli, na Câmara Municipal. A vereadora é acusada de obter privilégios da empresa Vega Ambiental S.A..
Maeli já havia sido convocada por Tuma Júnior na sexta-feira passada, mas não compareceu porque foi internada no Hospital Beneficiência Portuguesa. Hoje, a polícia ouviu dois pastores da Assembléia de Deus, igreja ligada a Maeli. O teor dos depoimentos não foi revelado pelo delegado, mas pelo menos um deles foi considerado contraditório. Também foi ouvido novamente o ex-fiscal da Administração Regional da Lapa Almeida de Lima e uma testemunha da região. Itaquera - O deputado Reynaldo de Barros Filho (PPB) e o ex-deputado Erasmo Dias compareceram hoje à Polícia Civil. Eles foram prestar esclarecimentos ao delegado Naief Saad Neto sobre a suposta extorsão praticada sobre à empresa Panco, no ano passado. A polícia investiga um esquema de propinas supostamente comandado pelo vereador Dito Salim (PPB).
No ano passado, os dois parlamentares teriam sido comunicados pelo deputado Conte Lopes sobre a tentativa de extorsão. Conte denunciou o fato à polícia e à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais que fiscais da Administração Regional de Itaquera teriam tentado extorquir a Panco em R$ 50 mil. Na época, o deputado afirmou que chegou a conversar com o vereador Salim, mas nenhuma providência teria sido tomada. O fato também foi comunicado ao prefeito Celso Pitta (ex-PPB), segundo o deputado Lopes.

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