Vereadora descobre diferença nas planilhas que definem preço de tarifa
São Paulo, 17 (AE) - A vereadora Ana Maria Quadros (PSDB) não entende porque está havendo "tanta confusão para conceder reajuste salarial" para motoristas e cobradores de ônibus urbano de São Paulo. Depois de pesquisar as planilhas de custos para a fixação das tarifas de R$ 1,15 ou R$ 1,25 em 6 de janeiro deste ano, a Prefeitura demonstra que as empresas estariam pagando 4% a mais no salário dos cobradores e motoristas. "De acordo com tabela fornecida pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores isso não é verdade", denunciou. "Enquanto a planilha afirma que as empresas pagam R$ 885,46 para um motorista, o sindicato garante que o salário é de R$ 851,40, ou seja, 4% a menos", explicou a vereadora.
Ela demonstrou ainda que, segundo a planilha apresentada pela prefeitura à Câmara, o salário de um cobrador é de R$ 512 04, quando na verdade é de R$ 492,35. "Desde janeiro as empresas estão ficando com 4,0% que seriam destinados aos salários dos trabalhadores ou alguém está mentindo", disse a vereadora.
Além disso, a Prefeitura fixou a tarifa de ônibus mais cara do País, reajustando a passagem muito acima da inflação. "Se a tarifa é de "R$ 1,15, Pitta reajustou, em sua administração em 43,75% a passagem, se ela for de R$ 1,25, o aumento foi de 56 35", disse. "No mesmo período a inflação foi de 9,02% e o óleo diesel subiu 10,6%", disse. Ana Maria informou que está analisando ainda as planilhas e verificando se houve crime de responsabilidade por parte do prefeito. "Se isso se confirmar entrarei com uma representação do Ministério Público", disse.
Amanhã (18), o vereador Salim Curiati Júnior (PPB) pretende ter a informação sobre a designação do promotor que irá apurar as irregularidades no setor de transporte da cidade. No dia 7 ele entregou representação no Ministério Público para que as planilhas de custo das empresas de ônibus e da Prefeitura sejam investigadas e que seja realizada uma auditoria contábil.
Segundo ele, o Tribunal de contas do Município (TCM) contesta o número de fiscais que trabalham para as empresas. Segundo as planilhas, existem 4,75 fiscais por posto de trabalho. O TCM, porém, constatou que existem apenas 2 fiscais por posto. "Isso indica que houve superfaturamento nas planilhas", diz o vereador.





