Campinas,SP,13 (AE) - O vereador de Campinas,SP, João Dirani Júnior (PRP) renunciou ao cargo no início da noite de ontem (12). Envolvido em denúncia de corrupção, utilização de carros oficiais para fins particulares, e até briga com seu próprio motorista, o vereador tomou a decisão para não se tornar inelegível nas eleições do ano que vem, já que corria o risco de ser cassado. Ele pretende, agora, seguir a carreira política no município de Marataízes, no Espírito Santo, onde possui bens e residia a ex-mulher.
A Executiva Nacional do PRP, reunida em São Paulo na manhã de hoje decidiu expulsá-lo do partido. Foi a primeira vez, em 202 anos do Legislativo campineiro, que um vereador toma a decisão de renunciar. Dirani Júnior, que era também corregedor da Câmara, é acusado de participar do escândalo que ficou conhecido como a "máfia do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)", que teria lesado o município em R$ 30 milhões. O esquema garantia redução do imposto das médias e grandes empresas do município.
"Não vou sozinho, se chegar a ser cassado", chegou a admitir no início de fevereiro, quando, pela primeira vez, foi formada uma comissão para investigar a denúncia. O processo acabou sendo arquivado em seguida, numa manobra política dos seus aliados, para evitar a cassação do colega. Dirani, porém, envolveu-se, mais recentemente, em outro escândalo. Ele viajou, com um carro oficial, no início do mês, a Marataízes (ES) para resolver problemas particulares. Além de utilizar o veículo, o ex-vereador brigou com o motorista André Romatis Wanderley, que registrou boletim de ocorrência na delegacia de polícia local. Wanderley passou por exame de corpo de delito, que constatou a agressão. A vaga de Dirani será assumida por Paulo Shinji Oya.

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