São Paulo, 15 (AE) - As medidas de contenção para redução dos gastos da Câmara Municipal dividem os vereadores. Hoje, o vereador Devanir Ribeiro (PT) apresentou outro projeto para cortes de gastos no Legislativo Municipal. A proposta prevê redução de gastos dos gabinetes e de funcionários. Pelo projeto petista, o gasto com salários nos gabinetes não pode ultrapassar R$ 58 mil brutos. Atualmente, o limite é de R$ 93 mil.
Segundo Ribeiro, a economia anual seria de cerca R$ 23,5 milhões, apenas em salários. "Hoje, grande parte do orçamento da Câmara é consumido em salários", disse o vereador. Além disso, seriam extintos os gabinetes de lideranças de partidos com menos de três vereadores. Também seriam extintos os cargos que os suplentes de vereadores tem direito atualmente.
A proposta de Ribeiro é uma resposta a outro projeto apresentado ontem por um grupo de vereadores liderados por Bruno Féder (sem partido). O grupo, formado por pelo menos 20 vereadores, decidiu criar um Pacote de Economia e Moralização da Câmara.A idéia é cortar gastos como a frota de veículos que os vereadores tem direito, desativar a gráfica da Câmara e suspender a TV São Paulo, que transmite os trabalhos do Legislativo, por 180 dias. Perfumaria - A idéia do grupo era aprovar o projeto ainda hoje. A oposição, porém, considera a idéia uma "perfumaria", pois não atacaria os gastos mais representativos, como os salários. A vereadora Aldaíza Sposati (PT) chama a atenção para a eventual suspensão da TV São Paulo. "Como eles podem querer acabar com a emissora no momento em que está ocorrendo a CPI dos Fiscais?", disse a vereadora, que suspeita que a atitude seja uma manobra para desviar a atenção da opinião pública. "Nunca tivemos tanta audiência como agora, já que o assunto é muito importante e chama a atenção de toda a população", justifica Aldaíza.
Até o início da noite, não havia consenso sobre quais dos projetos seriam levados a plenário. "Vamos ver, o projeto está sendo apresentado amanhã", disse Féder.

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