Vereador nega ter articulado movimentação dos sem-terra
Joaquim Távora - Os acampados de Joaquim Távora se dizem vítima da falta de emprego urbano e rural (''Como bóia-fria, temos que viajar até 100 quilômetros'', lembra Sérgio Vieira) e do esquecimento da região pelo governo estadual (''Aqui não tem Vila Rural e nem Banco da Terra, por quê?'', pergunta o desempregado Élcio Vieira, acampado de 27 anos, que nunca teve registro em sua carteira de trabalho). O modo um tanto artificial como foi formado o acampamento, no entanto, parece ter inviabilizado apoios políticos locais.
O único vereador envolvido no movimento ''cidade para o campo'' é o pintor de parede Edmundo José de Carvalho (PT), que na última eleição conquistou 323 votos, boa parte no Asa Branca. Ele está na quarta legislatura. Não se considera nem de oposição, nem situação.
Carvalho diz que participou da primeira reunião para tratar do acampamento mas que se arrependeu quando percebeu que haveria uma área invadida no município. ''Como vereador, tenho que acompanhar todas as manifestações da comunidade e por isto estive lá. Mas em nenhum momento articulei este movimento'', defende-se.
Embora seja do PT, Carvalho se diz contrário a ocupações de terras, mesmo das improdutivas. ''Sempre fui contra este negócio de sem-terra. Gosto de ajudar meus eleitores em coisas do dia-a-dia''. Ele diz que quem articulou o movimento foi o técnico agrícola Dorival Martins dos Santos. ''Foi ele quem espalhou que eu estava formando o acampamento. Na verdade, ele está me usando como um escudo para se proteger''.





