Vereador governista reduz licença para impedir suplente de assumir
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quarta-feira, 18 de agosto de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 18 (AE) - O vereador Edivaldo Estima (PPB) reduziu o prazo do pedido de licença médica que pretende protocolar ainda nesta semana na Câmara Municipal para impedir que o diretor do Departamento de Controle e do Uso de Imóveis (Contru), Carlos Alberto Venturelli, assuma temporariamente a sua vaga.
A decisão foi provocada por causa da reação negativa da bancada governista, após Venturelli ter afirmado ao Estado que todos os vereadores deveriam abrir suas contas e ser favoréveis a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de irregularidades contra todos os vereadores.
Venturelli disse, ainda, que tinha oito projetos de lei prontos para apresentar em seu primeiro dia como parlamentar. Ele prometeu apresentar um projeto que cria responsabilidade civil para os proprietários de bares que venderem bebida alcóolica para clientes que estivem comprovadamente conduzindo automóveis.
"Os outros vou manter em sigilo para quem ninguém fique com a minha idéia", afirmou Venturelli.
Estima confirmou que esteve com o prefeito, mas disse que não foi chamado por ele. O vereador pretendia tirar 35 dias de licença, mas concordou em reduzir o prazo para 20 dias - até 30 dias, a vaga não precisa ser assumida por um suplente.
Outros dois vereadores vão licenciar-se nos próximos dias. Archibaldo Zancra (PPB) ficará ausente por 10 dias e Nélson Proença (PSDB), que participará de dois congressos, por 31 dias.
Em sua vaga, assumirá o delegado aposentado e assessor de imprensa da Polícia Federal (PF), Assir Pereira, de 56 anos. "Sempre assumo a vaga em momentos críticos", disse Pereira, referindo-se à aprovação ou não da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). "É lógico que eu votarei a favor da CPI da oposição", adiantou.


