Vereador é preso sob acusação de tortura
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quarta-feira, 27 de outubro de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 28 (AE) - O Ministério Público do Estado do Rio recebeu hoje da 2ª Vara Criminal de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a decretação da prisão preventiva de quatro pessoas acusadas de torturar um mecânico em agosto: o vereador Agnaldo ¶ngelo da Silva, o policial militar Rubens Martin Alves, o policial civil Marcelo Costa de Barros e a dona de casa Michele Rosa da Silva. Até o fim da tarde, apenas o vereador - que já responde a processo por homicídio - havia sido preso.
Ele foi levado por policiais militares para o presídio Ponto Zero, em Benfica, na zona norte. Silva é padrasto da também denunciada Michele, suposto pivô do crime, ocorrido em 29 de agosto de 1999, em Belford Roxo.
Para ocultar do marido que passara a noite fora de casa em um motel da cidade com o amante, ela acusou o mecânico e reboquista Veraldo Nogueira Ferreira de tê-la estuprado. Para se vingar, o padrasto e os policiais teriam sequestrado Ferreira por 13 horas para torturá-lo em dependências policiais, com golpes no rosto e no pescoço. Os quatro são acusados pelo Ministério Público do crime de tortura, agravado por ter sido cometido por agentes públicos e mediante sequestro.
A pena prevista é de oito anos de detenção, podendo ser elevada de um sexto a um terço por causa do agravantes. A denúncia e o pedido de prisão preventiva foram feitos pelos promotores Silvana Fabritiis, Márcia Velasco e Márcio Nobre.


