Vereador apresenta novos documentos sobre superfaturamento no PAS
Vereador apresenta novos documentos sobre superfaturamento no PAS17/Mar, 17:52 Por Denise Carvalho São Paulo, 17 (AE) - O vereador Adriano Diogo (PT/SP) apresentou hoje novos documentos sobre irregularidades na Cooperativa do Plano de Atendimento à Saúde (PAS) do Tatuapé (COPERPAS 15), em São Paulo. Ontem a cooperativa foi denunciada por comprar medicamentos superfaturados pelo vereador petista Carlos Néder. Diogo apresentou documentos que, segundo ele, comprovam superfaturamento na compra de medicamentos e insumos hospitalares. Em média os preços pagos pelo Cooperpas 15 superaram em 100% os preços de mercado. Como exemplo, o vereador apresentou uma nota fiscal, de 31 de agosto de 98, na qual a cooperativa comprou papel cirúrgico por R$ 556,20 a caixa com 20 unidades. Em 23 de março de 98, cinco meses antes, a cooperativa pagou pela caixa do mesmo produto R$ 60,00. Além das notas fiscais superfaturadas, o vereador apresentou cotações de preços forjadas de insumos hospitalares. Como prova, o petista denunciou que uma das empresas fornecedoras do PAS do Tatuapé, a Medi House, enviou do próprio número de fax, com intervalo de 30 minutos, a sua cotação de preços e a do concorrente, a textil Oligobbo. Isso comprovaria, na avaliação do vereador, ação de cartel. As empresas "cartelizadas", segundo o vereador petista, cobrem os preços de outras, sempre acima do mercado, no processo de licitação. Ele denunciou as empresas Tecnolabor; Cosmetic; Comercial Araçaí Apoio e Medicaline. Nesse período, segundo Adriano Diogo, o interventor do módulo do Tatuapé era Vitorino Lago Negro. A primeira intervenção nesta coperativa ocorreu em 97, também por causa de problemas administrativos e denúncias de corrupção. Adriano Diogo não acusou diretamente o secretário municipal da Saúde, Jorge Pagura, no esquema de superfaturamento. Mas ressaltou que a Secretaria sabia do superfaturamento. "A Secretaria sabia porque repassava as verbas para as cooperativas", disse. Na próxima segunda-feira (20) o vereador deve mandar a documentação para o Ministério Público.





