Manaus, 10 (AE) - O vereador de Manaus Artur Onuki (PMDB) renunciou ao mandato hoje (10), depois de ter sido proposta por duas vezes a abertura de uma comissão processante para investigar as denúncias de que o parlamentar teria usado verbas públicas para favorecimento pessoal.
O parlamentar também foi acusado de extorsão por sua assessora parlamentar Edivânia Santana. Na semana passada, a assessora revelou, em depoimento no 1º Distrito Policial de Manaus, que o vereador e médico Artur Onuki mantinha um esquema em seu gabinete empregando pessoas que prestavam serviços em sua clínica particular.
Embora constasse da folha de pagamento que recebiam salários de R$ 900, os assessores do gabinete do vereador denunciaram que recebiam apenas R$ 150, devolvendo o restante do dinheiro à esposa do parlamentar, Kiyoe Takamiya.
Outra denúncia é a de que uma ex-assessora do vereador, Francisca Albertina Pinto, faleceu em 26 de outubro e continuou constando na folha de pagamento dois meses depois recebendo o salário de R$ 680 e vale-transporte.
A Câmara Municipal de Manaus arquivou o primeiro parecer da Comissão Especial de Investigação, considerando que o vereador era inocente e que seu erro foi permitir que sua esposa administrasse as verbas de gabinete. A bancada de oposição reagiu à decisão pedindo novas investigações.
Depois que a Vara de Fazenda Pública Municipal instaurou um procedimento administrativo para investigar as verbas de gabinete de todos 33 vereadores, começando pelos integrantes da comissão que inocentou Onuki, a líder do prefeito na Câmara, Rosaline Pinheiro, também pediu a abertura de comissão processante. Antes que fosse votado o pedido, Onuki apresentou sua carta-renúncia.

mockup