Silvana Porto
De Paranavaí
Especial para a Folha
O vereador José Otacílio de Moraes (sem partido) está mobilizando as Câmaras dos municípios da região de Paranavaí na tentativa de reduzir os preços cobrados pela hora-aula dos Centro de Formação de Condutores (CFCs). A novo Código de Trânsito Brasileiro exige que um candidato à habilitação passe por 30 horas de aula teórica e 15 aulas práticas de direção. A exigência abriu espaço para o aumento dos preços cobrados pelos centros. Os CFCs se defendem baseados na portaria 47/99 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que fixa os valores máximos.
Em Paranavaí, o preço praticado pelos dois centros de formação são exatamente iguais. Para a primeira habilitação de uma categoria (moto ou carro), o aluno paga R$ 415,00. Se a habilitação for em duas categorias, o custo será de R$ 665,00. O candidato a motorista de caminhão (categoria C), que precisa ter pelo menos um ano de habilitação na categoria B, vai desembolsar R$ 178,00. Os valores foram repassados pela Diretoria Legislativa da Câmara de Paranavaí, que fez a pesquisa de preços também em Maringá e Campo Mourão, onde os preços são um pouco menores para aulas nas categorias iniciais.
A proposta de Moraes é defender os trabalhadores, principalmente os que pretendem ser motoristas profissionais. ‘‘Muitos não têm condições de custear a carteira com os valores praticados’’, afirma. ‘‘Se os valores continuarem no nível que estão dificilmente vamos profissionalizar o pessoal pois o salário médio da região não passa de R$ 250,00 a R$ 300,00’’, compara. Moraes concorda que os centros estão agindo dentro da legalidade, mas diz que vai cobrar a redução nos preços.
Ele lembra ainda que o motorista aprende a dirigir praticando e não passando por testes psicotécnicos e de visão. A luta de Moraes deve chegar também à Câmara Federal, através dos deputados da região. José Carlos Vasconcelos, dono de um CFC em Paranavaí, concorda que os valores são altos ‘‘em relação ao poder aquisitivo da população’’. Porém, diz que para os preços sofrerem qualquer redução será preciso um consenso entre a concorrência. Ele diz que está cobrando o valor máximo estabelecido pela lei.

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