Assine e navegue sem anúncios [+]

Vereador acaba detido pela PM em quadra de esportes de Curitiba

Policiais militares acusaram o vereador de ter atrapalhado o trabalho da equipe. Já o parlamentar acusa os policiais de racismo

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

Eleito com 5.097 votos nas eleições municipais de 2020, em Curitiba, o vereador Renato Freitas (PT) foi encaminhado ao 12º Batalhão da Polícia Militar na tarde desta sexta-feira (4). O parlamentar estava jogando basquete com amigos em uma quadra, na Praça 29 de março, quando teria questionado a forma com que uma equipe da PM realizou uma abordagem a um jovem que estava ouvindo música. A abordagem teria sido por perturbação do sossego. O parlamentar negou ter impedido a abordagem e confirmou ter questionado o "método" dos policiais. Ele assinou um Termo Circunstanciado e foi liberado.   


 

Vereador acaba detido pela PM em quadra de esportes de Curitiba
Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba
 


A abordagem, que culminou em uma confusão, foi filmada e motivou a publicação de notas de repúdio por parte de outros parlamentares de esquerda do Paraná, como o deputado estadual Goura Nataraj (PDT), e a também vereadora em Curitiba, Carol Dartora (PT). 


Veja o vídeo: 

 

| Autor: Instagram
 


Em seu perfil no Instagram, Freitas afirmou que a abordagem ocorreu em momento de prática esportiva e considerou a ação dos policiais como "inadequada, ferindo direitos fundamentais do cidadão em questão", disse. 


"O vereador questionou o método, que é corriqueiramente aplicado pela Polícia Militar. Entretanto, em total desrespeito às prerrogativas inerentes à sua posição, mesmo tendo se identificado como advogado e vereador, Renato foi levado preso ao Batalhão da Polícia Militar, em condições absolutamente desproporcionais e inadequadas com relação à sua dignidade", afirmou através de sua assessoria. 


Aos 37 anos e em seu primeiro mandato no Poder Legislativo, Freitas foi líder da oposição em 2020. Nascido em Sorocaba (SP), é mestre em Direito pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Pesquisador na área de Direito Penal, Criminologia e Sociologia da Violência, ele já trabalhou na Defensoria Pública do Estado do Paraná e atuava como professor universitário e advogado popular. Militante do movimento negro na capital paranaense, Freitas já anunciou ter sido ameaçado de morte, em janeiro deste ano.



Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito
Assine e navegue sem anúncios [+]

Últimas notícias

Continue lendo