Curitiba- Apenas 12,7% das 348.249 crianças e adolescentes que trabalham no Estado estão sendo atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) do Governo Federal. São 44.434 meninos e meninas em 156 dos 399 municípios paranaenses. Dessas, 22.850 são moradoras de áreas urbanas e 21.583 das crianças que recebem o benefício do Peti residem nas áreas rurais. Outras 14.728 crianças já estão cadastradas em seus municípios à espera da ampliação do programa, conforme já foi anunciado.
Em 2004, o Governo Federal repassou para o Peti do Paraná R$ 23,6 milhões. Segundo Lenir Mainardes, coordenadora de Apoio à Gestão MUnicipal da Secretaria de Estado do Trabalho, os dois municípios com maior número de beneficiados são Prudentópolis (64 km a leste de Guarapuava) e Nova Tebas (90 km a sudeste de Campo Mourão). No primeiro, o programa atende cerca de 2 mil crianças, que foram retiradas do trabalho no cultivo de fumo e em Nova Tebas, 1,8 mil que também atuavam na agricultura.
O Peti é destinado a famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, com crianças e adolescentes de 7 a 16 anos incompletos que estejam em atividades insalubres, penosas, degradantes ou perigosas, como carvoarias, olarias, corte da cana-de-açúcar e plantações de fumo. O benefício varia de R$ 40 por criança na área urbana e R$ 25 na área rural.
As crianças são retiradas do trabalho e inseridas em programas sociais no contraturno escolar. Leni Mainardes acredita que o número de beneficiados deve aumentar. ''Mas não depende só do dinheiro do governo federal. As prefeituras também têm que ter estrutura para manter o programa'', diz. (M.G.)

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