Verás que um filho teu não foge à luta
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de março de 2019
Paulo Briguet 
1. Para a militância esquerdista, existem dois problemas muito sérios com a frase "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos": as palavras "Brasil" e "Deus". Não há nada mais odiado pela esquerda do que o patriotismo e a fé religiosa. Temos aí os dois obstáculos que se colocam entre os companheiros e o poder. E nada importa mais para eles do que a tomada do poder.
2. Pensando bem, há um terceiro problema com a referida frase. Não foi um slogan criado por marqueteiros pagos com dinheiro público; foi uma frase adotada espontaneamente pelo povo, a partir de um antigo lema da Brigada de Paraquedistas do Exército Brasileiro. E a esquerda detesta quando as pessoas falam com o coração nas mãos.
3. Ao contrário do muitos pensam, o sentido bíblico da palavra "coração" não está ligado ao sentimentalismo. Coração, nos textos sagrados, explica-nos o papa emérito Bento XVI, "significa o centro da existência humana, uma confluência da razão, vontade, temperamento e sensibilidade, onde a pessoa encontra a sua unidade e orientação interior". Falar e escrever com o coração nas mãos é expressar-se de acordo com a própria alma.
4. Conheço um homem que fala e escreve com o coração nas mãos: Ricardo Vélez Rodríguez. Basta assistir a uma aula, ler um livro ou mesmo escutar uma conversa do atual ministro da Educação para constatar que ele, ao contrário da maioria absoluta dos homens públicos, expressa-se com absoluta sinceridade em todos os momentos. Isso é um caso raríssimo, possivelmente inédito na vida política brasileira. Essa ausência de malícia, embora cause furor e ranger de dentes nas hienas que desalojamos do poder, representa uma esperança para os brasileiros.
5. A sinceridade do ministro Vélez não é produto do acaso, mas resulta de uma vida inteira dedicada aos estudos e à procura da verdade. Vélez é, hoje, o maior conhecedor do pensamento luso-brasileiro e tem plena consciência dos principais desafios que tem pela frente: combater o analfabetismo funcional (que atinge milhões de brasileiros) e tirar o Brasil dos últimos lugares nos rankings internacionais de educação. Durante as últimas décadas, a Nova República tucanopetista arruinou a educação e alta cultura no Brasil. Não é possível reconstruí-las em dois meses de governo; Vélez sabe disso, e seus críticos também.
6. A reconstrução do sistema educacional passa, sim, por resgatar os símbolos nacionais, como o Hino e a Bandeira. Quem se volta contra esses símbolos está, na verdade, preocupado com o próprio umbigo - ou a própria agenda política, o que dá na mesma. Não é toa que os inimigos do Hino Nacional amem a Internacional Socialista; e que os inimigos do verde-amarelo exaltem a foice, o martelo e a estrelinha daquele partido.
7. Graças a Deus, meu filho canta todas as semanas o Hino Nacional na escola. Ah, se quiserem, podem filmá-lo!
Fale com o colunista: [email protected]


